Sistema Integrado Metropolitano (SIM)
Arsesp / SP-Águas
Período de Referência: 27/08/2025 a 18/09/2025 Data de Publicação: 22/09/2025
Este boletim é uma publicação conjunta da ARSESP e da SP-ÁGUAS, elaborado no âmbito do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, criado pela Portaria Conjunta nº 01/2025. Seu objetivo é divulgar informações atualizadas sobre a situação hidrológica e operação do abastecimento urbano na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), como apoio à tomada de decisão regulatória, visando garantir a comunicação clara e transparente à sociedade.
Situação Hidrológica
A Figura 1 ilustra a representatividade dos sistemas produtores no âmbito do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), comparando o volume de armazenamento potencial de cada sistema. Destaca-se que o armazenamento dos sistemas Cantareira (50,5%) e Alto Tietê (28,8%) representam aproximadamente 80% da capacidade de reservação do SIM.
Figura 1: Comparação entre a capacidade potencial de reservação dos sistemas produtores da RMSP (%).
A Figura 2 apresenta a situação do volume útil dos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) em 18/09/2025, em comparação com a situação
em 18/09/2021. Adota-se
2021 como referência nesta figura, em relação
ao armazenamento, pois foi um ano com precipitação e afluências muito abaixo das médias históricas. As linhas
coloridas indicam os limiares dos Estágios (E1 a E4) propostos no Protocolo
de Escassez da SP-Águas, em fase final de aprovação.
Figura 2: Comparação do volume armazenado nos reservatórios do SIM em 18/09/2025 e em 18/09/2021.
Acompanhamento dos resultados
Após a análise do cenário hídrico, em 22/08, a SP-ÁGUAS indicou um déficit de 8,23 m³/s no SIM a ser compensado com medidas de aumento da oferta hídrica entre bacias e redução de captação dos reservatórios.
Com esse objetivo, a ARSESP determinou que a Sabesp aplicasse a Gestão de Demanda Noturna (GDN) por 8 horas diárias a partir de 27/08/2025 somada a campanhas para redução de consumo promovidas pela SABESP. Após o acompanhamento dos resultados, verificou-se que a redução efetiva da produção de água foi de 4,2 m³/s (ver Figura 4). Assim, dos 8,23 m³/s de déficit inicial, as medidas adotadas resultaram em equilíbrio de 6,5 m³/s, mas ainda com déficit residual de 1,73 m³/s.
AÇÕES | VOLUMES EM M³/S |
AUMENTO DE ENTRADA DE ÁGUA NO SIM* | 2,3 |
REDUÇÃO DE SAÍDA DE ÁGUA DO SIM | 4,2 |
DÉFICIT INICIAL | –8,23 |
RESULTADO | –1,73 |
* a transposição Jaguari-Atibainha está operando na capacidade máxima de 7,6 m3/s.
O quadro acima se agrava pela queda das vazões naturais que alimentam os reservatórios nos últimos 15 dias, em relação ao inicialmente projetado, fenômeno que independe do consumo urbano e resulta do regime climático adverso. Esse conjunto de fatores intensificou a pressão sobre os mananciais e sugere a necessidade de medidas adicionais para preservar a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo.
Em 12/09, a ARSESP autorizou a Sabesp a executar a medida emergencial de aumento da vazão de transposição do Itapanhaú–Biritiba em 1,7 m³/s, por meio da ampliação do uso de geradores a diesel. A Agência recomendou ainda que a Companhia antecipe se possível o prazo de 90 dias inicialmente previsto para a operação da obra.
Na Figura 3, apresenta-se o acompanhamento do comportamento das principais variáveis que compõem o balanço de armazenamento dos reservatórios do SIM, sob a visão de médias móveis semanais (7 dias):
· Vazões captadas dos reservatórios do SIM (retiradas de água);
· Afluências observadas (entradas de água);
· Taxa de variação diária no volume útil.
Figura 3: Acompanhamento semanal de vazões captadas, vazões afluentes e taxa de variação do volume útil no SIM.
Síntese da Análise
Precipitação: O período recente tem se caracterizado por deficiência de chuvas, com anomalias negativas observadas nas duas UGRHIs que abrigam os reservatórios responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo. Na UGRHI Piracicaba/Capivari/Jundiaí (PCJ), o acumulado de precipitação em agosto foi de apenas 3 mm, valor significativamente inferior à média climatológica (30 anos) de 29 mm para o mês. No Alto Tietê, no mesmo período, registraram-se 11 mm frente aos 32 mm esperados. Essas informações estão detalhadas no boletim mensal da Sala de Situação da SP-ÁGUAS, com acompanhamento diário disponível nos boletins diários, emitidos pela SP-ÁGUAS. A condição climática atual confirma a importância de monitoramento contínuo, reforçando a necessidade de atenção às oscilações regionais que afetam o equilíbrio hídrico e a segurança do abastecimento.
Reservação: O Sistema Integrado Metropolitano (SIM) opera com 32,8% de seu volume útil, com uma diferença de -7.7% ao valor observado em 2021. A média de redução do volume na última semana foi de 0,26% por dia. Os sistemas mais representativos do SIM, Cantareira e Alto Tietê, mostram-se nesta data com volumes de 30,3% e 26,1% respectivamente. Esse quadro justifica a manutenção de medidas preventivas, como interligações operacionais, redução de captação, campanhas de uso racional e monitoramento em tempo real, além da preparação para medidas mais restritivas em caso de agravamento.
Abastecimento Urbano: Atualmente, o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo opera sob o regime de Gestão de Demanda Noturna (GDN), que reduz a pressão da rede durante 8 horas por dia, no período das 21h às 5h. O caso sugere um agravamento do cenário hídrico, e já avalia-se ampliar o período da GDN na próxima semana. Essa medida intensificaria a contenção de perdas e redução da captação de água dos mananciais. Em todos os cenários, permanece a prioridade legal do consumo humano e da dessedentação de animais, princípio que orienta as ações conjuntas da ARSESP e da SP-ÁGUAS.
Elaboração:
ARSESP: SP-ÁGUAS:
Sergio Henrique Carreiro Bernardes André Luiz Sanchez Navarro
Superintendente de Regulação de Saneamento Básico Superintendente de Segurança Hídrica
Luiz Antônio de Oliveira Junior Claiton de Jesus Barbosa
Superintendente de Fiscalização de Saneamento Básico Superintendente de Regulação
Itamar Aparecido de Oliveira Josielton da Silva Santos
Gerente de Regulação de Abastecimento de Água Chefe de Divisão da Sala de Situação São Paulo
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