A Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) celebrou, nesta quarta-feira (11), seu primeiro ano de atuação com um evento na sede da instituição, marcado pela inauguração da nova Sala de Situação, modernizada para aprimorar o monitoramento hidrológico no Estado.
Na ocasião, o Conselho Diretor da SP Águas, formado pelos Diretores Ana Paula Brittes, Anderson Esteves, Nelson Lima e a Diretora-Presidente, Camila Viana, recebeu a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, a Procuradora-Geral do Estado, Inês Maria dos Santos Coimbra, entre outras diversas autoridades, técnicos, docentes, servidores e parceiros institucionais.
A nova Sala de Situação, que recebeu R$ 20 milhões em investimentos, conta com equipamentos de última geração para reunir informações estratégicas sobre chuvas, cotas e vazões de rios, balanço hídrico e níveis dos principais reservatórios. Esses dados são coletados por meio de radares e postos de controle instalados em diferentes regiões do Estado, cruzados e analisados diariamente para subsidiar decisões e ações preventivas frente a estiagens e enchentes.
As informações geradas são compartilhadas por sistemas de consulta e boletins diários com diversos órgãos parceiros, como Defesa Civil, ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e SAISP (Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo).
Resultados do primeiro ano
Desde sua criação, em 2024, a SP Águas estruturou uma gestão participativa e transparente. Neste 12 meses, foram muitos avanços, com destaques da:
- Instalação do seu conselho diretor e nova governança institucional;
- Implantação da Agenda Regulatória (2025–2026);
- Regulamentação dos procedimentos para análise de impacto regulatório;
- Promoção de consultas públicas e tomadas de subsídio, que reuniram mais de 200 contribuições da sociedade;
- Emissão de 18.949 outorgas;
- Realização de 8.628 fiscalizações.
- No campo da gestão de recursos hídricos, a agência:
- Modernizou o sistema de cobrança pelo uso da água, implantando o boleto online;
- Lançou a consulta pública do Protocolo de Escassez, que orienta municípios em períodos de estiagem;
- Investiu mais de R$ 20 milhões na nova Sala de Situação e na rede hidrológica básica do Estado;
- Automatizou boletins hidrológicos;
- Dialogou e apoiou de forma técnica e administrativa 18 Comitês de Bacia Hidrográfica, e;
- Integrou seu radar ao “Chuva Agora”, ferramenta do Sistema Integrado de Bacias Hidrográficas (SIBH).
Infraestrutura e segurança hídrica
Foram 70 os municípios atendidos com os programas executados pela agência, com destaque para o programa Rios Vivos, além de 20 obras e estudos hidráulicos.
Também destaca-se o Integra Tietê, que já removeu 1,2 milhão m³ de sedimentos de rios e piscinões — o equivalente a 85,7 mil caminhões basculantes — incluindo a manutenção e limpeza de 27 piscinões na Região Metropolitana de São Paulo, com a retirada de 122 mil m³ de resíduos.
A SP Águas lançou ainda o edital para implantação do Parque Salesópolis, o plantio e manutenção de 74.950 mudas pelo Programa Renasce Tietê, e celebrou convênio para a destinação de R$ 260 milhões para o plano de gestão e manutenção do esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes.
Além disso, avançou na construção das barragens de Pedreira e Amparo, que somam investimentos de R$ 806 milhões, obras estratégicas para garantir a segurança hídrica de toda a Região Metropolitana de Campinas e do interior paulista.
Sobre a SP Águas
Criada pela Lei Complementar nº 1.413/2024 e regulamentada pelo Decreto nº 69.339/2025, a SP Águas tem como missão regular e fiscalizar os usos múltiplos dos recursos hídricos, promovendo a gestão integrada e sustentável das águas do Estado de São Paulo. Entre suas principais atribuições estão a gestão das outorgas para captação e uso da água — autorizações que envolvem rios, represas e aquíferos para abastecimento público, comércio, agricultura, mineração, geração de energia e indústria —, além de fiscalizar o uso desses recursos e garantir a segurança hídrica.
