SP Águas participa de reunião do Condesb e reforça apoio técnico ao Plano Regional de Macrodrenagem da Baixada Santista

Iniciativa estruturante visa reduzir impactos de alagamentos crônicos e promover segurança hídrica para os nove municípios da região

A presidente da SP Águas, Camila Viana, e o diretor Anderson Esteves participaram, na manhã desta quarta-feira (25), da reunião Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), ao lado do Secretário de Governo do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab, que representou o governador Tarcísio de Freitas no encontro. Um dos focos da reunião foi a apresentação da contratação de elaboração do Plano Regional de Macrodrenagem da Baixada Santista (PRMBS), a ser realizada com recursos do FEHIDRO e executada pela AGEM, e que contará com acompanhamento técnico da SP Águas. O evento aconteceu no Rocket Sea Clube, em São Vicente. Também esteve presente o Secretário Estadual da Saúde, Eleuses Paiva.


Plano contra alagamentos e prevenção diante das mudanças climáticas

A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), composta por nove municípios, enfrenta desafios históricos relacionados à drenagem urbana. Ocupações desordenadas, influência de marés, dinâmica costeira e, mais recentemente, os efeitos das mudanças climáticas têm agravado a frequência e a gravidade dos alagamentos na região.

O PRMBS surge como resposta a esse cenário, com o objetivo de estruturar, de forma integrada, ações de drenagem urbana capazes de reduzir vulnerabilidades e garantir maior resiliência climática. A contratação será feita pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), com apoio técnico da SP Águas. O projeto será financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), com investimento estimado em R$ 6 milhões.


Diagnóstico, soluções e governança integrada

O plano realizará um diagnóstico completo da situação da drenagem na RMBS, mapeando áreas de risco e propondo soluções estruturais e não estruturais, como obras de controle de cheias e soluções baseadas na natureza, como parques lineares, renaturalização de rios e aumento da permeabilidade urbana. Cada um dos nove municípios – Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente – receberá um plano específico, além de uma proposta de governança interfederativa regional.


A abordagem técnica inclui:

• Modelos hidrológicos e hidráulicos para simular diferentes cenários climáticos e urbanos;
• Levantamentos topobatimétricos com uso de drones e inspeções de campo;
• Banco de dados geoespacial atualizado com informações ambientais, urbanísticas e hidrológicas;
• Integração com o Plano Estadual de Recursos Hídricos, os Planos de Bacia da UGRHI 7 e os Planos Municipais de Saneamento e Drenagem.


Resultados esperados

O PRMBS tem como metas principais:
• Reduzir a vulnerabilidade da população aos eventos de inundação;
• Reforçar a capacidade institucional dos municípios na gestão da drenagem e segurança hídrica;
• Integrar o planejamento urbano à gestão ambiental e dos recursos hídricos;
• Proporcionar ferramentas técnicas para licenciamento ambiental, priorização de obras e formulação de políticas públicas;
• Promover melhorias ambientais e soluções baseadas na natureza.

Compromisso com o futuro da Baixada Santista

Para a presidente da SP Águas, Camila Viana, “o PRMBS representa a aplicação concreta dos princípios da regulação técnica e da gestão integrada de recursos hídricos, em sintonia com os desafios do clima e do desenvolvimento urbano sustentável”.

Com essa iniciativa, o Governo do Estado de São Paulo reforça seu compromisso com a segurança hídrica, a proteção ambiental e o desenvolvimento regional da Baixada Santista, traduzindo políticas públicas em ações técnicas de alto impacto social.

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